

DEVIANTE
Tentei mensurar a essência da vida
Perdi-me entre as polegadas da existência Vaguei a esmo, a mercê da maré do destino E acabei em uma praia, sem tino e rumo Um náufrago dos momentos finitos Tolo fui, ao pensar ser possível Medir este oceano de contingências Com uma régua de anseios Cada marola me joga de volta a praia Nesta tentativa vã de controlar meu futuro Sem perceber que é meu presente Que ancora minha nau de possibilidades ITA POETA
Ita poeta
Enviado por Ita poeta em 13/11/2008
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