

O REI
Olha o rei chegando De longa viagem Sua jornada Termina No começo recomeço Olha o rei chorando Pela despedida Do amor Que foi Nunca será Se não chegou ainda Olho o rei e vejo Sua alma consumida De carne despida Dor amanhecida Olho orei e vejo O que não queria Agonia em tempo Que só deveria Ser de alegria Passos pela areia De praia esquecida Olho o rei e vejo O desejo De um dia Na melancolia Que deixou a vida vadia Olho o rei e vejo O espelho refletindo Mesmos olhos negros Mesma pantomima Tudo a esmo Tudo o mesmo Dentro de um reflexo Convexo, sem nexo Olho o rei e vejo, Revejo, Me vejo.
Ita poeta
Enviado por Ita poeta em 28/02/2009
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