

VISÃO
Ao olhar pela janela
Em dia de solidão quente Verão adistringente Corroendo coração e alma Vislumbrei com tal calma Ilusões em pedaços Espírito descalço Olhos diretos em ferida Ardida e comovente Lágrimas em quantidade De dores a granel Olhei firme e forte Arrumei a mira Percebi em desatino Que não era uma janela Que minha vista se esgueirava Era um espelho Que minha alma conturbada Admirava na vã intenção De não ser minha carne exposta Em tal vista. Agonia.
Ita poeta
Enviado por Ita poeta em 13/04/2009
Alterado em 14/04/2009 Copyright © 2009. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
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