

O TEMPO E O REBENTO
Eu mal tive tempo
De olhar teu ventre Sussurrar o nome Do sonhar mambembe Projetar figuras E ansiedades Gargalhar nervoso Foi como num raio, Precioso, Cavalgou ligeiro E Eu, na vida Passageiro Passageiro Passou Eu mal vi surgir, De tuas entranhas, A Figura estranha, De braços carentes, Eloqüentes Mal testemunhei, Teu seio pingar, Doce a ordenhar, Tão urgente, Tão pungente, Semente Que agora Olha só, veja só, De pé, a minha frente Dizendo que é gente Lindo pequeno pingente Outrora girino, Dentro de mim, Agora ri assim, Meio demente, Contundente Chora por vezes Grita, reclama, E nos fim de semana Na noite, com medo conclama, Um lugar em Nossa cama Eu mal vi nascer Este menino Que me conquista Eu Repleto, Por completo Quando me chama De pai Aiaiaiaiai Aiaiaiaiai Quando me chama de pai.
Ita poeta
Enviado por Ita poeta em 09/07/2009
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