

SOB A ILHA DA INICÊNCIA
Sob o véu translúcido do dia
Esconde-se uma ilha perfumada Tão lúcida e ricamente adornada Que fulgura aos olhos, quem a mira. Instiga o coração sisudo e taciturno Andador de compasso acelerado A reduzir seu passo azafamado Ritmando em som de amor profundo Quem testemunha branda visagem Não se assusta, admira a formosura; Que afasta ao peito qualquer agrura Que o tempo escravo enrijece Esta ilha onde o espírito se esconde Busca ávido, incessantes aventuras, Esta perdida, mas ressurge entre os instantes, Ao cerrar os olhos, nas lembranças; Venha, faça porto nesta ilha bela, Que é semente na arbórea infância Finque , mesmo nômade residência Nesta porção que amamos chamar: Inocência
Ita poeta
Enviado por Ita poeta em 14/07/2009
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