Ita Poeta

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A DERIVA
Minha déspota vontade ansiosa
governa minha carne e alma
conduz meus passo ligeiros
atreves de camas alheias
não tem correntes, se joga
suicida e intimorata
abusa de meu corpo são
não conhece a cura
mas almeja a doença
estou a procura de uma âncora
uma vela que freie seu passar
lancinante
por ora
vou a deriva
nesta nau imprevisivel.
Ita poeta
Enviado por Ita poeta em 18/07/2009
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