

LÁGRIMAS QUE CEGAM
Estava avesso ao meu eu
perdido,confuso, dolorido descentrado de meu eixo desconcentrado de meu ritmo as horas debochadas a zoar de mim buscava alivio, sossego um mapa, uma bússola, que ao passar aturdido em um ermo qualquer não ouvi os gritos o clamor, o choro sentido de quem estava ali, a meu lado bem perto, quase a me tocar somos tão egoistas em nossas dores acreditamos serem únicas, mais importantes. nossos olhos lacrimejam e nos cegam; e nossos pés? passeiam incolumes e firmes sobre outras cabeças mais baixas mas percebi, em tempo parei de lamuriar passeia a enxugar águas alheias.
Ita poeta
Enviado por Ita poeta em 25/07/2009
Alterado em 26/07/2009 Copyright © 2009. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
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