Ita Poeta

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BLUE DA ROSA
Olor da rosa, meu perfume primordial
Quando a memória toca o nervo exposto,
Óh  dor da fossa, indescritível final,
Para historia encrustada em meu dorso

Rosa, você se plantou sem direito
Quando não era época de semeadura
Ousou germinar ao som do tempo
soltou seu cheiro rarefeito, Quando madura

todo jardim deveria ter limite
toda a flora deveria ter respeito
tudo que quero e busco é amor perfeito
tudo que resta e Maria sem vergonha

um dia desses, quando ninguém estiver olhando
juro por deus piso na grama, arranco a rosa
para que meu sexo sobreviva,  saia inteiro
livre do espinho venenoso desta prosa

Ita poeta
Enviado por Ita poeta em 10/12/2009
Alterado em 18/04/2026
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