

DEPOIS DA ESPERANÇA
Minhas mãos atadas Minha visão turva Minhas pernas cansadas Minha voz miúda Hão de acenar pro futuro Hão de olhar o horizonte Hão de correr confiantes De gritar para o mundo Minha boca ardida Os meus ombros caídos Meu nariz entupido E meus surdos ouvidos Hão de beijar novamente Se agitar comoventes E respirar ofegantes Ao ouvir um som pungente Meu coração reticente E minha mente confusa Meu espírito indiferente E minha alma difusa Hão de bater com alegria Hão de lembrar da magia Hão de beber valentia E de ungir com a vida Falo depois da tormenta Da dor que a tudo afugenta Da falta de amor que arrebenta Há de nascer outro sol, outra lua E a solidão já será passageira E a vontade será companheira Há me levar, para um novo dia. Ita poeta
Enviado por Ita poeta em 11/04/2010
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