

AMOR DE MENINO
Todas as horas vadias Que se passaram inclementes Foram sementes ardidas De um amor urgente Desses que não se anuncia Mas quando chega na gente Faz a maior algazarra E enlouquece a mente Tantas palavras perdidas Juras que não foram ditas Unem-se em coros dementes A torturar almas sofridas Como a caçoar da vida Que esquecida e indolente Deixa –se levar na torrente Das águas da existência Como a fazer penitencia Pela paixão indecente Tenho a esperança que um dia Quando não for mais memória E não houver mais historias Daquelas horas vadias Não suscitar mais delírios Não evocar mais poemas E não vazar mais torturas Em enxurradas noturnas Meu coração iludido Há de descansar tranqüilo Na morada da ternura De um amor de menino Ita poeta
Enviado por Ita poeta em 26/04/2010
Alterado em 06/04/2013 Copyright © 2010. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
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