

SAMBA DA DOR 2
Eu acho que achei a dor,
escondida na tardinha, quando a noite se avizinha, e a solidão aumenta; acho que achei a dor, fumegando na lareira, a espera do ardor, da saudade assuncena; acho que achei a dor, pela labareda intensa, latejando sem pudor, numa vontande imensa; acho que achei ador, e ela me olhou de frente, gargalhou em minha face, sua risada indecente; acho que ador me achou, e eu me escondendo dela, esfreguei a tez da flor, em minha cara amarela; e se a dor tocasse ela, se escondesse em sua calcinha, minha doce agonia, tambem seria a dela; e talvez por um instante, não doesse tanto a dor, dormiria uma noite, sabendo que meu amor; seria no sonho dela, nas noites de dessabor, também uma aquarela, desnudada de amor, do amor que dei a ela, e que ela me sonegou, e seria, oh cadela, tua vez de sentir dor. Tua vez de sentir dor
Ita poeta
Enviado por Ita poeta em 01/06/2010
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