

DESPEDIDA
É quando arde a hora da partida quando a dor da ausência precipita futuras amarguras inundadas e a lembrança com faca afiada desenha em minha alma abatida as fotos de tantos sonhos-dias É quando reverbera a despedida quando a fé do nunca se acaba pedaços, objetos gritam em uníssono o nome do passageiro ausente ecoando indecente pela mente É neste exato átimo neste derradeiro ato que o amor adormecido ruge como um urso aturdido e busca incessantemente algum alimento, que sacie o abandono e traga a paz e traga atroz o tempo atrás Ita poeta
Enviado por Ita poeta em 31/07/2010
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