

AH DOCE MADRUGADA
Quando tinha doces anos doces sonhos a sorver eram tantos doces planos adocicados quereres e buscava doce encanto em doces bocas de prazeres eram tantos doces insanos lambuzava meu viver foi-se a doce madrugada pelo gargalo do shandon me deixou amarrotada e marcada de batom minha alma amargurada em manhã quase sem tom engoli minha rotina com um pedaço de pão e se fez amordaçada minha alma cor marrom caminhei pela calçada e gritei sem nenhum som procurei alguma entrada que me levasse a encantada madrugada de verão talvez algum dia desses quando cair a noite longa eu volte a ouvir milonga eu dance valsa vienense minha alma nacarada será docemente seviciada pela vontade ardente de ter novamente adocicada minha louca alma ardente Ita poeta
Enviado por Ita poeta em 03/08/2010
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