

CHUVAS
Bebo as gotas da chuva com sede de vida
regando meu antro a água cadente destila a alma seca e torna-a humidamente liquida lava as mais profundas e dolorosas feridas a água é assim misteriosamente curativa adistringente, remove pouco a pouco reliquias transborda dores de lastimas perdidas emerge forças contidas e escondidas depois da tormenta e de suas beneces o sol causticante retorna imponente e só me resta a vã espernça de nova pancada abro a boca ao céu e rogo
Ita poeta
Enviado por Ita poeta em 09/02/2011
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