

A ODE DO LOBISOMEM E DA LUA
Uma voz tênue na mira da lua Homem e lobo cantam em serenata Um no outro, raivosos e sedentos Amaldiçoam o astro inclemente Sina triste de quem rói o dia E bebe a noite em ardente sede A bela prateada é insensível Alheia a triste perpetua herança Vaga lentamente na colcha de cobalto Eles, fera e homem, gritam e rosnam Enquanto a metamorfose obscena Reveste de horror a relva molhada A noite é nacarada e profana A dor é maldita e insana A lua é perversa e indomada E a maldição é crua e teimosa Pobre alma desafortunada Que fará de outra, sua ceia Ou pior, sua nova cria. Ita poeta
Enviado por Ita poeta em 16/08/2011
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