

MADRUGADAS
Tantas madrugadas mal dormidas Lágrimas escorridas A chorarem despedidas A lembrarem outras vidas Idas e vindas Porcelanas partidas Vozes estremecidas A evocarem sofridas Esculpidas em feridas Gemidas, untadas em dores paridas Madrugadas envolvidas Revolvidas, dissolvidas E perdidas Que quando já raiadas Tornam-se manhãs resolutas Pra entornarem bebidas Amargas e ardidas monotonias fingidas Ita poeta
Enviado por Ita poeta em 01/09/2011
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