

E QUANDO FOSSE A HORA
E não houvesse saída E se me desse água E me matasse a sede E me salvasse a alma E se, com toda a calma Eu em plena utopia Eviscerasse meu peito E me tirasse o centro E me deixasse oco E se por mais um pouco Elevasse meu corpo E dentro do meu antro Encontrasse o perdido Elo de meu ego E me deixasse cego E se me pregasse um prego Em meu peito ferido E se depois, no umbigo Entornasse seu gozo Embriagasse o dorso E se na morte lenta Em plena eutanásia Emudecesse a voz Emoldurasse os olhos Em frios orbes secos E me deixasse atado Em tua lembrança negra E minha tragédia grega. Ita poeta
Enviado por Ita poeta em 21/03/2012
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