

Toda vida está resumida nesta palavra Como quase um segredo, se desfaz Quando ela, a palavra, se descobre Lançando-se ao infinito do céu da boca Minha vida fica remoendo este vocábulo Embebido em tensões e desejos não assumidos Estremece gengivas, umedece o palato Quer jorrar uma verdade esquecida Mas, num ato inusitado quando todos estão imbuídos na romaria Antes que o ar dos brônquios chegue à campainha Não deixas falar, emudece, tranca a palavra Com a língua muda e fogosa, derruba a dialética Um discurso sem tom e o som não é um fonema Mas um estalar de beiços num osculo ruidoso: Fim de conversa. Ita poeta
Enviado por Ita poeta em 23/04/2012
Copyright © 2012. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
|