

O HOMEM
O homem desconhece sua força Mas a usa quando necessário De suas mãos úmidas de ânsia Surgem encantos e mundos incríveis Ou demônios e mortes inomináveis Dínamo de sua própria existência Ele se reduz a gafanhoto voraz Quando de sua alva intelectualidade Não busca conhecer seu próprio poder Não ousa conceber seu limite Esquece de sua ligação terrena Como uma antena irresoluta Estupra o horizonte, fura nuvens Egrégio, do alto de sua estatura cega Não avista, abaixo, seus pés de barro. Ita poeta
Enviado por Ita poeta em 27/04/2012
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