

Toda a carne que habita o teu corpo, Treme em febre num desejo absoluto; Irresoluto, membros agem no automático, Desafiando um perigo absurdo. Mira o céu, procurando uma guarida, Mas desabam, tontos olhos, na investida; Revestida de muralha, tenta uma saída, Mal percebe a alma já absorvida. Finas teias te suspendem marionete, A mercê desta loucura envolvente; Comovente, me permito piedade, Mas também estou perdido na corrente. Seguem vítima e algoz na mesma sina, Revezando-se entre beijos e lamúrias; Lamentando o destino que nos guarda, Só nos resta entregar-nos a luxúria. Ita poeta
Enviado por Ita poeta em 04/05/2012
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