

Quando traz o teu beijo todo líquido
umedece seca terra sem ternura É a hora da entrega a loucura Não há cura Quando investe tua espada de desejo E trespassa o meu peito enfadonho É chegada a batalha da ternura Magia pura Quando ecoa tua voz em meus sentidos Ensurdecendo meus entupidos ouvidos Reverbera uma ária de loucura Musica crua Que também alguém te molhe a boca E te deixe em uma sede absurda Que de teu tórax, alguém faça bainha Numa guerra de desejos e luxurias E explodam teus tímpanos em odes surdas E em teus gritos ecoem sinfonias de agonia E verás a dor que me faz tua falta de amor E sentirás o meu amor, quanta falta te faz E terás a certeza que a minha certeza Não tem paz. Ita poeta
Enviado por Ita poeta em 04/05/2012
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