

PARA QUE ME COMPREENDAM... OU NÃO
Obrigado por ser a mim que procuras, Palavras ruidosas; Por escoar em meus ralos Entornar em minha alma Decorar meu espírito Tatuar meu eu São por vezes, palavras raivosas, De mim, de outros, De outros por mim, De tantos, de ninguém São, em algum tempo, Desconexas, vulgares, Banais e medíocres, Restos de vaidades mórbidas; Por outras, são naco de minhas intenções; destilo cada uma delas, com cuidado e zelo para que ao final de tua leitura, curioso espectador, reflita sobre mim e sobre você, ou se confunda, em suas reflexões tardias; mas quando me descuido, e resvalo algo sagrado e secreto desnudando-me em teus olhos, sedentos e curiosos; mesmo ai eu cuido, para que meu descuido te seja confortável e confortante. Ita poeta
Enviado por Ita poeta em 22/06/2012
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