

Pelo tempo, passo incólume A decorar ladrilhos foscos Cores de momentos ocos Prismas em olhares tortos Ele, o tempo, esquiva-se em seu dorso Retorce a realidade, contorce o eixo Revira, revolta, ressurge e rememora Eu o acompanho, sem querer, arrastado Para tudo que se possa querer Há de se ter um querer maior Mas nada supera o querer do tempo Ditador, insensível, quer sempre diferente Não há outra saída, ou solução Reteso a testa, dou de ombros Ateio fogo nos dedos e continuo, esmo, decorando meus ladrilhos. Ita poeta
Enviado por Ita poeta em 30/10/2012
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