

Perdeu-se no tempo a inocência
Em algum lugar fugido, eu não vi; Passou despercebida, sem evidências De que, algum dia, esteve ali; Nem traços de seu séquito, nem pegadas Nada parar clamar sua ciência Foi-se em silencio, cândida desertora, Deixando vazio insosso, sem clemência; Onde esta, perguntam saudosos loucos, Mas pouco a pouco a razão os corrói; Tornando antes, parcas terras férteis, Em ocas almas sem ilusão Estou atônito e apavorado, suplicando, Que alguém tenha visto a bendita Que me ampare e me de a mão na procura Pois, de certo a razão me alcança. E esmague minha semente perdida Olhe! Acho que encontrei a inocência Num canto de olho, a fugir da vista. Ita poeta
Enviado por Ita poeta em 07/11/2012
Alterado em 07/11/2012 Copyright © 2012. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
|