

ADEUS
Ah lorde negro da voz de veludo Não mais serão minhas horas Adocicadas com tuas melodias; Mais pobres e caídos dias, tornar-se-ão, Na falta de tuas cantorias; Eu órfão, como muitos, choramos, Mas não nos esqueceremos de ti, Que nos fez sonhar com aquarelas mil Com bossas, sambas, cantigas. Saigon nunca será a mesma Tua voz plantou em mim A semente da musica Que rego agora, aqui, tristonho, Com minhas lagrimas de saudade Não haverá outro ébano tão grandioso A nos envolver com o cetim em canto Agora, aguado em olhos, Eu canto baixinho: “meias palavras, tantas palavras...” Ita poeta
Enviado por Ita poeta em 20/03/2013
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