Ita Poeta

Versos Livres

Textos

CAVALEIRO CINZA
Se eu não soubesse
E ninguém dissesse
Eu descobriria
Atento a tudo
De olho no mundo
Minha valentia
É o que mantém meu cego ego inteiro
É o que permite o meu sonho passageiro

Com dor nas costas
E olhos inchados
Eu levanto cedo
Na mão da rua
Minha mente crua
Me empurra aceso
E o que espera é o meu amor interno
Mas o que próspera é o meu ódio sincero

Maltrato as horas
Rabisco no teto
Planos atrevidos
Praguejos as eras
Amaldiçoou a história
Com gritos encardidos
E vou cavalgando insano em direção ao muro
Espreitando entre a ilusão e num olhar profano e profundo

E com a vã intensão
De que amanhã
Não me repita
Não me repita
Não me repita.
Ita poeta
Enviado por Ita poeta em 02/09/2019
Copyright © 2019. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.


Comentários

Site do Escritor criado por Recanto das Letras