Ita Poeta

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Eu quero o Sol,
Luar no Sol,
Não há coisa maior
Que meu amor no Sol,
Quando a manhã
Vem me empurrar pro dia,
Quem me da bom dia?
Quem me alumia?
Procuro o Sol,
Anceio o Sol,
Seu brilho me arrebata
A viver em Sol,
É como uma canção
Que não existia
Antes do nascer do Sol
E não tardia a soar
Após o seu poente.
Eu clamo o Sol,
Ardente Sol,
Mesmo que insinere a retina,
Ou estraçalhe a Melanina,
É minha sina e minha benção,
Meu calvário e sortilégio,
Há de ser, em minha jornada,
O farol de minhas alvoradas,
E quando do arremate
Mesmo que me mate,
Eu vou ao Sol,
Me encontro ao Sol,
Me faço Sol,
Eu sou o Sol.
Ita poeta
Enviado por Ita poeta em 06/01/2020
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