Ita Poeta

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O que destila,
A dor alheia,
Na cor que é minha,
No que resiste,
Resiliente,
A culpa tua,
E se persiste,
Ignorância,
Na boca plura;
Estou ciente,
Que indiferente,
A diferença me comunga,
Mas resmunga, credos,
A tua gula.

E causticante,
Tua saliva,
Destroi, corroi,
Minha bigorna,
E minha crista,
Ouriça e rija,
Declara: fuja!
Nadando a esmo,
Não vejo porto,
Só vejo sina,
Crisálida indecorosa,
Me via larva,
Me torno pústula.

E na torrente,
Na flor da mente,
O que consome,
Não mais Suscita,
Nem mais indica,
A placa muda,
A muda lua,
Circuncisada,
Recolhe o falo,
Encobre o ubre,
Resseca a vulva,
E sem que iluda,
Preservativa,
Engole a pílula,
E reinicia.
Ita poeta
Enviado por Ita poeta em 07/08/2022
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