Ita Poeta

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TRÁFEGO
Trafego por caminhos intangíveis,
Rotas não planejadas por mim,
Em passos hora breves, hora ligeiros,
Parando para descansar meus quadris

Ando por caminhos sem temer,
Mas temo o não temer andarilho,
Tropeçar num ramo de azevinho,
Escorregar numa alameda torta

Minha bússola já está louca,
Meus pés em frangalhos,  tremem,
Mesmo assim continuo a rota,
Pois pra trás não tem mais volta

Trafego por caminhos intangíveis,
Na esperança de um descansar,
Afinal, não tenho sapatos pra tanto
Nem pés pra mais que um par.
Ita poeta
Enviado por Ita poeta em 28/10/2025
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