

PERFÍDIAS
Construído sobre a areia,
Edificado com paredes de fumaça, Um castelo de ilusões, Um reino de mentiras Doloridos sortilégios, Servem de fechadura, Para portas de hipocrisia E neste reinado insosso, Um rei de perfídias foi coroado, Com a pompa de um falsário Mas o tempo é o senhor revelador, Pacientemente espera, Todas as coisas sem fundamentos, Afundarem no mar da inconstância. Nada falso é perene, Nem a forca, nem o algoz, Tão pouco o barulho da farsa E o silêncio condescendente. Somos, portanto, senhores E vassalos Do inevitável.
Ita poeta
Enviado por Ita poeta em 29/10/2025
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