Ita Poeta

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MARTÍRIOS DA SOLIDÃO

Os danos da solidão,

Corroem a alma,

Destilam águas,

Destroem diques

 

Navegar por este mar,

É quase um martírio,

Mas o vento em delírio,

Leva a dolorida nau

 

Estar no leme, calcifica o eu,

Mas sem lamúrias,

Se vão as ondinas,

Chorar pra lua

 

"Entrega o que podes,

Engole o que tens",

O velho resmunga,

 

Não haverá perdão,

Nem conforto ilusório,

Apenas vestígios funestos,

De um purgatório.

Ita poeta
Enviado por Ita poeta em 04/11/2025
Alterado em 17/11/2025
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