

OS DEVIANTES DO EFÊMERO
Pela hora, busco o intenso,
A saciar aquilo que me provoca Surfo o momento em êxtase, Gargalhando em desaforo ao tempo Asas em cera unidas, vou ao léu, Entrego me ao céu, como um Cadafalso Embriagado pela vinha do efêmero, Não noto a proximidade do precipício Quando tarde de mais, vislumbro o inevitável Amaldiçoou os deuses, meus pais, alguém Na bacia das almas purgadas, declino Sou só mais um egocêntrico no solo frio
Ita poeta
Enviado por Ita poeta em 06/11/2025
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