

A MÃO ESTENDIDA INSENSÍVEL
Estendida a mão,
a busca se bastava, Para o desejante, Mas não se cabe, Para o desejado. Mas que poder é esse, Que objetifica o ser, Que banaliza o ato, Que despreza o outro Onde estão os fins, Se os meios findam, O auto, o eu, o eco O ventre, o véu. Mas a mão Insensível, Só quer o que quer, Não ouve a súplica, Não vê a Lágrima Não sente a dor Do alheio.
Ita poeta
Enviado por Ita poeta em 10/11/2025
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