

INSENSIBILIDADE
Ainda há poeira em seus olhos,
O não, na boca seca, resmunga, Seu corpo silencia indiferente, Seu ouvido esquerdo não ouvia Uma parte pequena da mente, Relutava diante da mentira, Era pouco, pois não havia lira, No resto do pensar inclemente Tão pouco a presença da dor, Incomodava sua alma fria, Era um virar de cabeças sem rubor, Eram tantas palavras não ditas Ao frio das lápides, entregou sussurros, Recolheu vestes, desfraldou bandeiras Restando apenas as orbes derradeiras, Sem rosto, sem corpo, sem suspiros. Ao invisível, Os olhos do Insensível, Cria espaços, Vazios.
Ita poeta
Enviado por Ita poeta em 10/11/2025
Copyright © 2025. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
|