

CANTOS NA NOITE QUE CHORA
Nas barganhas das cidades, Não há facilidades, Um traz, o outro pega, Um deixa a raridade, O outro a inanição. E as baganas da maldade, Derretem felicidades, Uma gota, um delírio, Um pingo de dignidade, O outro, contravenção E as façanhas da sociedade, Engolem as falsidades, Num gole de Martini, E doses de realidade, O resto é pura desilusão Quem disse que a cor desbota Quem disse que a boca entorta, Quem disse, que o desejo entorna Quem disse a porca é morta Não viu a estrela que caiu
Ita poeta
Enviado por Ita poeta em 19/11/2025
Copyright © 2025. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
|