

PELAS SOMBRAS
Pelas sombras, de resvalo,
Vislumbro vultos, Fantasmas de assalto, Vestígios de infortúnios, Que quero deixar lá, Que teimam em vir aqui, Rasgam as luzes meninas, Trazem lembranças ardidas Voando pelos lados, Entrando pelos cantos Quando entro em confronto Eu os temo, eles me temem, Trocas de medo, sem ninguém ceder, Sem ninguém deixar Somente insultos mudos, A cortar um silêncio que era meu Pelas sombras, eles vêm e vão, E eu, no final de tudo, Já nem mais sei Que horas são.
Ita poeta
Enviado por Ita poeta em 26/08/2026
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