

CEGUEIRA
Tem tanta gente olhando,
Quase ninguém enxergando Tem tanta gente olhando, Quase ninguém enxergando Passa ao lado, desviando o olhar, Querendo não ver Querendo não existir O momento Mas a sombra está ali A Mancha, a dor, A desilusão Tem tanta gente olhando, Quase ninguém enxergando Tem tanta gente olhando, Quase ninguém enxergando Pois a dor não é sua Nem é sua essa rua Mora onde tem muro Que separa o mundo Dos mundanos Tem tanta gente olhando, Quase ninguém enxergando Tem tanta gente olhando, Quase ninguém enxergando O cheiro que vai subindo, Invadindo, Da falta de condição, Da boca aberta pra lua, Querendo que o céu derrame, Água, leite, ou despeje, Só um pedaço de pão Tem tanta gente olhando, Quase ninguém enxergando Tem tanta gente olhando, Quase ninguém enxergando Mas cuida, que em alguma esquina, Dessas que a vida ensina, Sem querer ensinar, Tropeces num toco perdido, Te encontre assustado e sozinho, Sem ninguém pra te olhar Tem tanta gente olhando, Quase ninguém enxergando Tem tanta gente olhando, Quase ninguém enxergando Quase ninguém te enxergando
Ita poeta
Enviado por Ita poeta em 21/09/2026
Alterado em 21/09/2026 Copyright © 2026. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
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