Ita Poeta

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A NOITE DO PIRILÂMPO
Naquele momento obtuso
Quando a lua se envergonha,
E se esconde atrás da nuvem
Um pirilâmpo faceiro,
Sai por entre o nevoeiro
Rebolando sua luz,
Pra gerar um rebuliço
Com seu luzeiro
Vai pra lá, vem pra cá,
Já nem sabe onde está
Tinha pouco tempo
Pra se achar,
Só queria o vagante
Vagabundo delirante,
Um instante, nem que fosse
Insignificante,
Pra que pudesse um dia,
Para os netos vaga-lumes,
Dizer com seu eu piscante,
Que nem precisou da lua,
Pra iluminar, sozinho,
Toda a noite.
Ita poeta
Enviado por Ita poeta em 21/09/2026
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