

TOLO
Acostumado
ao que a dor produz Me vi calado, Quando empunhou-se a cruz Como se fosse Uma espada, Fria, sem amor, sem nada A querer o meu ardor Sem pudor Nem fez questão, De ver As minhas lágrimas Uhhhhhh uhhhhhh Uhhhhhh Atormentado Pela voz que seduz Me vi cercado, Por uma falsa luz Como uma lanterna dourada A iluminar somente aquilo Que me tentou vender Em troca De minha alma sagrada Tolo aquele que entrega a fé Por pouco, por menos, Meras migalhas Tolo aquele que sufoca a dor, E aceita uma meia verdade Mascarada Uhhhhhh uhhhhhhuhhhhhh uhhhhhhh Uhhhhhh uhhhhhhuhhhhhhh
Ita poeta
Enviado por Ita poeta em 22/09/2026
Alterado em 22/09/2026 Copyright © 2026. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
|