

A ARANHA
Delicadamente,
Teceu novamente, O que não terminou No poente De seu ventre surge A linha, Como a fazer ladainha Com a vista da gente Teimosa, Torce, troca e retoca Vaidosa Alinhava, prende, adorna Temerosa, Que não fique pronto A tempo, sua obra Vigorosa, Acelera, gira, e redobra Cada parte da tapeçaria Lhe provoca tamanha alegria Mas não pode relaxar O inverno vai chegar E a fome não desiste De esperar. E a fome não desiste De esperar, ahhhhhhhhhhh
Ita poeta
Enviado por Ita poeta em 22/09/2026
Alterado em 22/09/2026 Copyright © 2026. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
|