

A CRIANÇA INVISÍVEL
Ahh, minha criança invisível
Sua pele, cor de cobre, se confunde com o asfalto, Sua vóz some, sob os gritos das buzinas, E a indiferença murcha, aos poucos, Sua coluna pequenina as lágrimas caem e secam, Quando o sol do meio-dia Vem avisar que a fome Ainda esta lá, e vai ficar Mas você já sabe Nem vai adiantar Reclamar. Pois toda a romaría Da louca covardia Quem alguém nem ousa imaginar Vai ter que continuar Ahhhhhhhhhhh Vai ter que continuar Ahhhhhhhhhhh Vai ter que continuar Ahhhhhhhhhhh ahhhhhhhhhhh ahhhhhhhhhhh ahhhhhhhhhhh Óh minha criança invisível Sua sina está escrita Num futuro previsível De não haver futuro, Onde quer que vá Não vá Não vá Não há Ahhhhhhhhhhh ahhhhhhhhhhh ahhhhhhhhhhh ahhhhhhhhhhh... ...não há
Ita poeta
Enviado por Ita poeta em 22/09/2026
Alterado em 22/09/2026 Copyright © 2026. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
|