

A GUERRA NOTURNA
Ao rejeitar o sono, virou, revirou,
Dançou na cama. Buscava, o corpo, acompanhar a mente Ansiosa. Mas eram tantas viagens dela, boleros, iogas, cavalgadas, que ele pariu uma cãibra. O corpo, meio moribundo, cansado de tanta estrepulia, se deu conta: Não daria conta dos enredos mentais. Fez greve; parou! Assustou a mente, que precisava extravasar Suas loucuras noturnas. Se fez um impasse: A mente a criar fantasmas, o corpo a dar de ombros. Foram tantas jornadas, contra tantos remansos, Que quando deram por si, Já nem era real qualquer batalha ali, Já era sonho.
Ita poeta
Enviado por Ita poeta em 27/09/2026
Alterado em 27/09/2026 Copyright © 2026. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
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