Ita Poeta

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O FANTASMA DA NOITE MAIS ESCURA
Na noite mais escura,
No brejo da lua,
No meio da rua,
O fantasma
Desfila sua
Alma fria,
Esgueira - se
Pela neblina,
Foge da retina,
Aparece no canto
Do olho,
Numa silhueta fina,
Sem som,
Apenas a intenção
De um farfalhar,
Na esquina;
Quando se vai,
Deixa a sensação
Que nada se encaixa,
Tudo se esquiva,
Até que um sol
Rabugento,
Arranhe a cortina
Da aurora,
E nos jogue
No esquecimento
Da rotina.
Ita poeta
Enviado por Ita poeta em 05/10/2026
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