

AGORA QUE
Agora
Que você vê a urgência da hora E que percebe a insana demora De acontecer o que devia Há muito tempo, Já ter acontecido Agora Que se apresenta a boca que implora E que derrama o olhar que chora Pela simples vontade de existir Sempre resistindo Agora Que se descobre a mão que explora Que se desnuda o vilão que devora As esperanças de quem Só queria da vida, um sentido Agora Que tanta gente sonha com a aurora, Que tantos põe sua dor em penhora Só pela possibilidade De um futuro É que você vem fingir que você vem dizer Que sente muito, É que você vem fingir que você vem dizer Que sente muito Não acredito, Sinto muito Lá Laraiaraia Laraiaraia Laraiaraia Laraiaraia Laraiaraia Laraiaraia
Ita poeta
Enviado por Ita poeta em 14/10/2026
Alterado em 14/10/2026 Copyright © 2026. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
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