

PEREGRINO
Estou na margem do riso
Mas navego no choro Todo o ouro de tolo Nos bolsos A remar pro infinito Me sinto esquisito Com medo de ser esquecido Afugento as procelas Vou guiado pela lua Esperando que o dia Venha sem tormentas Coragem pra dizer Que basta Coragem pra gritar Que chega Coragem pra sentar Na relva Coragem pra chorar Na chuva Estou atado ao momento Mas o tempo me escapa E a vontade curva A doída coluna Vou de encontro ao vento Olhos cheios de águas Boca seca tremendo Coração em máguas Arremedo de gente Atravesso os caminhos Que a moral me trilhou Me atiro nos trilhos De um trem que já passou Coragem pra dizer Que basta Coragem pra gritar Que chega Coragem pra sentar Na relva Coragem pra chorar Na chuva E amanhã eu volto pra lua Ahhhhhhhhhhh PEREGRINO
Ita poeta
Enviado por Ita poeta em 20/10/2026
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