Ita Poeta

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CAOLHO, PIRATA!
Caolho, pirata!
Desde cedo
Gritava em coro
Toda a garotada

Caolho, pirata!
Engolia a seco,
Ou distribuía soco
Era tudo ou nada

Caolho, pirata!
Uma sensação
De abandono
Lhe atravessava

Caolho, pirata!
Mas secava os olhos
E seguia em frente
Na dura  batalha

De viver,
De seguir
Continuar
E prosseguir
Caolho, pirata!
Laraiaraia
Caolho, pirata!
Laraiaraia
Laraiaraia ahhhhhhhhhhh ahhhhhhhhhhh ahhhhhhhhhhh ererere
Ahhhhhhhhhhh ahhhhhhhhhhh ahhhhhhhhhhh ahhhhhhhhhhh
Ererere

Caolho, pirata!
O tempo passou,
Mudou o mundo?
Que nada

Caolho, pirata!
Hoje o deboche é outro
Vem no cinismo
Piada malvada

Caolho, pirata!
Mas agora é
Tão diferente,
Indiferente,
Uma alma armada

Caolho, pirata!
Que conhece a si,
E não deixa fluir
Nem influir,
A língua malvada

É dono de si
É dono do mundo
É dono da vida
E corta na raiz
A malícia
Na palavra

Aceitou também,
Que quando convém,
Será, com toda a força
E coragem:

Caolho, pirata!
Laraiaraia
Caolho, pirata!
Laraiaraia
Caolho, pirata!
Laraiaraia
Laraiaraia ahhhhhhhhhhh ahhhhhhhhhhh ahhhhhhhhhhh ererere
Ahhhhhhhhhhh ahhhhhhhhhhh ahhhhhhhhhhh ahhhhhhhhhhh
Ererere

Ita Poeta
Ita poeta
Enviado por Ita poeta em 28/10/2026
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